Serasa aponta que dívidas dos potiguares superam R$ 3 bilhões

O Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil, elaborado pela Serasa em março passado, indica que os débitos somados dos potiguares pela empresa é superior a R$ 3 bilhões.

De acordo com o Mapa, a inadimplência atingia em março mais de um milhão de moradores do Rio Grande do Norte. O número aproxima-se de um terço da população total estimada para o estado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é de pouco mais de 3,5 milhões de pessoas.

Ainda segundo a pesquisa do Serasa, O tíquete médio de dívida por inadimplente chega a R $3.635,43 e o tíquete médio por dívida a R$1.345. No fim de abril, a Seresa já havia divulgado um balanço parcial sobre o perfil das dívidas contraídas pelos potiguares. 

De acordo com o levantamento, feito para um dos leilões de quitação de dívidas que a empresa promove periodicamente, no estado pouco mais de um milhão de dívidas R$ 1 mil. Sendo que mais de 819 mil poderiam ser quitadas por até R$ 500 e mais de 321 mil pelo valor de até R$ 100.

O cenário potiguar é acompanhado por um crescimento da inadimplência a nível nacional. A pesquisa do Serasa aponta que pelo segundo mês consecutivo a quantidade de pessoas com débitos não quitados bateu recorde no País, chegando a 65,69 milhões de pessoas. 

O total de endividados subiu 0,81% em relação a fevereiro, chegando a um patamar que não era atingido desde abril de 2020, nos passos iniciais da pandemia no Brasil. A soma de todas as dívidas cresceu 0,91% em relação a fevereiro, atingindo o total de R$ 265,8 bilhões, superando em R$ 7,5 bilhões o montante registrado no pico da pandemia, em 2020. O valor médio da dívida de cada inadimplente também aumentou 0,10%, alcançando R$ 4.046,31, equivalente a quase quatro salários-mínimos.

Com relação aos segmentos, as finanças dos brasileiros permanecem comprometidas com bancos e cartões, que representam 28,17% das dívidas em março. Na sequência vem as contas básicas, como água, energia e gás, com 23,21%, contra 23,2% em fevereiro. Já as contas em varejo seguem em terceiro lugar, tendo aumentado de 12,40% em fevereiro para 12,62% em março. Entre os inadimplentes, o maior número está na faixa etária dos 26 a 40 anos (35,2%), seguida pela faixa de 41 a 60 anos (34,9%). As mulheres (50,2%) apresentaram uma pequena diferença entre os endividados com relação aos homens (49,8%).

“A inadimplência está em alta desde dezembro, refletindo um cenário econômico de grandes dificuldades. Em um momento desafiador como este, acreditamos que o conhecimento e a educação são uma das principais alternativas para uma vida financeira mais saudável e para evitar ou até mesmo sair da inadimplência” diz Aline Maciel, gerente da plataforma Serasa Limpa Nome. 

Pesquisa da CNC reforça recorde de endividamento

A situação de dificuldade financeira do brasileiro já tinha sido destaque também de recente levantamento de dados feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada desde janeiro de 2010, indicou que o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer alcançou 77,7% do total de famílias brasileiras em abril

 Esta é a maior proporção da série histórica da Peic, após o índice avançar 0,2 ponto percentual no mês e 10,2 p.p. em relação a abril de 2021, quando a parcela correspondia a 67,5%. 

A tendência de alta no endividamento das famílias no País se mantém ainda com os juros de mercado mais elevados. Assim como no Mapa do Serasa, a Peic do CNC indicou que o cartão de crédito segue como o tipo de dívida mais comum entre os consumidores, sendo o único meio que apresentou aumento no mês passado. Dentre as famílias endividadas, 88,8% delas estão penduradas no cartão de crédito, principalmente por conta do no consumo de curto prazo.

A parcela da população com dívidas ou contas em atraso também alcançou o maior patamar histórico, chegando a 28,6% do total de famílias. Os brasileiros que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso chegou a 10,9%. 

Na avaliação por faixa de renda, o endividamento seguiu crescendo nos dois grupos apurados, com destaque para o das famílias com ganhos acima de dez salários mínimos, que desde o início do ano vem apresentando avanço mais acelerado do que o da parcela com menor renda.

Entre as famílias com ganhos acima de dez salários, 74,5% estão endividadas, também maior percentual da série histórica da Peic.. No grupo de até dez salários mínimos, o percentual é de 78,6%. E mesmo dentro do patamar das menores rendas, o quadro não se altera. As dívidas atrasadas alcançam 31,9% das famílias desse grupo, maior nível já registrado.

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